14 julho, 2026

-| Considerações da Minha Árvore Genealógica

Vamos do começo? Acho que antes de contar qualquer história, é importante algumas informações, para evitar confusões de quem lê e também para combinarmos a brincadeira certinho.

Está é minha base da árvore genealógica. Alias, hoje ela está gigante em alguns pontos e minuscula em alguns outros 'galhos':




Parte Materna:


Mãe de Minha Vó

Em algum momento entro nas histórias, mas resumidamente, a mãe de minha vó veio de uma família rica, de nome e de história. Para terem ideia neste 'galho' da árvore sou descendente e parente na mesma árvore que Juscelino Kubitschek, Hebe Camargo, muitos reis e rainhas europeus e logicamente muitos indios e portugueses que construiram o Brasil. Na história mais recente, políticos e grupos que ajudaram a fundar Campo Grande/MS. Em resumo: Não vejo graça.

São nomes e pessoas que por terem dinheiro e prestígio, tem registros históricos espalhados a rodo e muitas outras pessoas pavimentaram minha jornada de construção coletando e somando estes dados em sistemas de pesquisa. Então em algum momento vou sim, abrir e fuçar estes galhos para contar essas histórias. Elas também fazem quem sou, mesmo eu acreditando que fazem este trabalho em menor grau. Este são os Fonseca.

Pai da Minha Vó:

Aqui é um dos lugares onde estou preso no momento. Não vou discorrer agora, mas mesmo travado, este trecho tem desmistificado muito sobre o que me contaram na infância (diziam sermos descendentes de alemães.. a verdade é que mais provavel sermos descendentes de espanhoís). Mas enfim, estou no norte do Uruguai nos galhos de pesquisa, então volto com certeza para falar do lado Rangel.

Meu avô:

ELe por si só é muito mistério. Vou falar dele e talvez não muito, porque acredito ser necessário dar um pulo em Diamantina/MG para desvendar coisas sobre ele e seus pais. Mas quando assunto for Domingos , é daqui que estou falando. 


Parte Paterna:


Mãe do Meu Pai:

Certamente estou com hiperfoco aqui. Vale dizer que tenho Rodrigues tanto na parte paterna quanto materna do meu pai, mas quando o assunto é minha Vó Rodrigues, estou falando de um fruto de estrupo no Rio Grande do Sul de escravos pretos. É sobre um dono da fazenda com sobrenome Rodrigues abusando de uma escrava que tem a história apagada. Tenho muito interesse em devolver a honra dela e de sua origem. Não quero que ela fique na minha história como 'a escrava'. 

Pai de Meu Pai:

Aqui também são Rodrigues, mas vindos do interior de São Paulo até os galhos que cheguei, na cidade de Amparo. Militares e acredito que agricultores. Sem muito mistério, mas também sem muita profundidade, este lado não me estigou a buscar por mais, então acredito que destes Rodrigues, ouvirão menos.. Posso estar errado.. vai que aparece algo interessante no futuro. 


---- Voltando..: 

Me estiga tirar do escuro essas pessoas que viveram tanto. Algumas sofreram, outras luturam, participaram de guerras e tiveram vidas modificadas por escolhas que muitas vezes nem eram suas.  Posso no caminho me apaixonar  por outros personagens reais que me fizeram como sou hoje, mas desde já quero homenagear essa busca há alguns nomes que também me construiram:


Nene (José - Meu padrinho). Historiador, começou uma busca por informações da família antes mesmo de mim. E tem me trago histórias incríveis. Ele está na minha árvore, mas não cheguei a conecta-lo ainda. Mas está no meu coração por ajudar nessa busca;

Lucio Martins Ferreira, que não ira aparecer na árvore por ser meu pai de criação, mas é o meu pai;

e Josefa Rodrigues, minha tataravó -  o primeiro nome do qual pretendo falar individualmente.


Os posts serão unicos. Então vou atualizando eles conforme for conseguindo informações novas. Haverá então por exemplo, apenas um post da Josefa Rodrigues, que vou alimentando com o tempo. Vou tentar adicionar algum sinal de data ou 'update' para ter uma linha histórica do que consegui e quando consegui.


Por último e não menos importante, vale reforçar algo que em algum momento já escrevi neste blog: Sou um homem gay, talvez o final de um fractal familiar... mas vou ser aquele que nesta gigante internet, deu vida aos seus ancestrais numa busca mágina e incessante para contar suas histórias. 




13 julho, 2026

-| Rodrigues

 

Tenho me debrussado com força para estudar minha árvore genealógica. Comecei este processo há anos, mas nos últimos meses tem se intensificado e tem me tomado a cabeça. 

Talvez como fruto disso e já beirando os 38 anos, decidi chamar meu pai biológico para ação: Não sou filho de chocadeiro, por isso o convidei para registrar sua paternidade em minha certidão de nascimento. Chega de "Não consta" em nome de pai. Por falta de um pai, tive dois: Meu Pai Lucio Martins de criação e meu pai biológico. 

Enfim, 09/07/26 entre 15h e 17h marca um registro histórico na minha vida! O momento em que passo a também ter o sobrenome Rodrigues. 

Acredito que voltarei embreve para falar de personagens que estou conhecendo através da minha árvore genealógica. Antepassados que tem me inspirado e me ajuda a construir quem sou. 

Nasce a TAG: Nome e Sobrenome aqui no blog, que se tudo der certo, vou tirar a poeira com novos posts! (Tomara que a vida de adulto não me impeça)

No Family Search vou ser só o ID GL91-PT5. As histórias que este código está me fazendo aprender, vão estar aqui. 

13 maio, 2025

-| ADRIFT

 Este post, diferente dos últimos e poucos posts que tenho feito, saiu de um Iann ferido por si mesmo. Naufrago de si mesmo, tentando achar palavras para verbalizar o que está sentindo e não consegue entender. É como sentir um gosto amargo na ponta da lingua sem saber do que é.. não conseguir explicar.

Tentei descrever algumas vezes para amigos e conhecidos como eu sendo uma 'máquina de lavar'.. Intacta por fora, mas por dentro um mix continuo e incontrolavel de coisas acontecendo simultaneamente. Esse post talvez seja como o barulho dessa máquina. Para alguns chatos e repetitivos, para outros viciante como quem fica preso na repetição de idas e vindas que a máquina faz até um barulho novo de despejo de água ou centrifugação.

Mas enfim, estou numa crise de meia idade? Ansiedade por desemprego, contas, desentendimento consigo mesmo, descoberta de TDAH, avesso a sentimentos, insonia, pesadelos, sonhos vividos, viagens de despedidas que viram jornadas espirituais, atividades de faculdade e cursos que como qualquer outra quando chega no final não consigo terminar?

Tudo isso junto? 

Sem respostas.. Eu não sei nem descrever o que está me pegando.. Pensei esses dias em retomar o blog no intuito de que alguém de uma geração futura da minha família ou amigos conseguissem saber quem eu fui sem o viés dos então pais e avós que me descreveram.  Mas não vai ser hoje. 

Estou bem bagunçado das ideias e dos sentimentos para começar a construir algo assim.. Acho que de certa forma esse é o prefácio do que está vindo. Isso! É importante que seja lá qual IA ou pessoa esteja lendo, entenda que no meio desse caos (descrição que me deram e assumi) podem não sair as palavras corretas, mas são as minhas palavras. Que as vezes serão contraditórias, mas farão sentido em algum momento.

Com auxilio dessa mesma inteligência artificial que um dia há de me julgar pela aleatoriedade que dificilmente ela processa, me resumi por aqui há 10 anos atrás:

Em 2015, o autor era alguém sensível, autêntico, em busca de autoconhecimento, com olhar critico sobre si e o mundo e disposto a enfrentar as próprias emoções para crescer pessoalmente. 

Gentil né? Achei gentil comigo mesmo. E mais, 10 anos aqui na frente.. Crescer pessoalmente pra quem? Pra que? Isso é clichê.. 'balela'. As pessoas mais evoluidas cresceram para dentro.. cresceram de alma! E não falo de religião, mas de compreensão sobre si no mundo. Cheguei a isso? Será que o que falei lá através é sobre 'crescer profissionalmente'? As profissionalmente bem sucedidas 'cresceram profissionalmente'.. Então IA errou ou realmente não era sobre isso.

Estou cansado dessa sensação de ter uma tigre (sim, femea, como me dito na Ayuhasca) adormecida dentro de mim que nada faz. É um peso, quase como peso morto. Uma vantagem pelo menos para o fato de estar desempregado: Consigo parar e olhar para meu CAOS. 

Eu me olho no olho e não sei se choro ou grito

Eu olho o mundo e não sei se me acho ou se me olho

Eu olho tudo e nada vem, nada fica

Eu olho em mim e não entendo

Eu olho o que não entendo e me perco


Visitar o passado vai ser interessante. Uma frase antiga que guardei de 2010 e reapareceu agora fazendo muito sentido:

Eu trouxe ordem a partir do caos.
Arthur Conan Doyle

31 dezembro, 2024

-/ Feliz Iann novo

Faz uns dias que estou ensaiando esse post. Aconteceu muita coisa em 2024, mas o gatilho do post era meu retorno a São Paulo. Acá estou novamente, no meu apartamento. 

Queria falar mais coisas, mas acho que não é um bom momento.. não sei se por ser réveillon e eu estar numa balada ou se porque não estou tão aberto assim a falar de tudo que aconteceu e em partes, segue acontecendo.

Feliz ano novo Iann! Esse Iann que começou este blog não existe mais.

Mas tem um Iann interessante aqui escrevendo de novo, pronto pra honrar seu nome e quebrar algumas das suas regras.

29 maio, 2022

_/ Medo

Eu tenho medo da morte em mim. De algum modo já enfrentei essa fase e ela não me aterroriza mais. Ao contrário, me estimula a viver mais e intensamente.

Agora quando o assunto é perder minha mãe.. o buraco é mais embaixo com certeza.
Nós dois juntos é misto de amor e guerra. Temos opiniões opostas e comportamentos muitas das vezes opostos também. Ela grita e eu quero silêncio. Ela quer carne e eu frango, eu quero rua e ela casa.. e por aí vai.

O foda e vê-la envelhecer. Isso está me atormentando em níveis extratosfericos já que eu não tenho como reverter. O que me resta e me preocupar com a alimentação dela, se ela ocupa a cabeça e faz exercícios.. mas quem disse que consigo convencê-la? Quem disse que quando tem uma oportunidade perfeita eu consigo fazer ela passear ou se exercitar melhor? Não consigo.

E eu sou ansioso.. essas coisas se misturam com minha ansiedade e criam um monstro que me engole de raiva pela falta de controle.. Raiva de mim mesmo 


Eu preciso melhorar isso em mim, pq isso só me faz estourar com ela. E não raiva dela, é amor por ela. Mas ansiosos de plantão me entenderão. Não existe controle sobre isso. 

Mãe, se eu morrer primeiro, te amo. Te amo pra sempre. 

26 maio, 2022

-| Pleasure

Abri um pacote gigante de Cheetos Requeijão e devorei.

Sim, é quinta-feira.
Sim, são 21h30
Sim já tinha jantado.

Considerando o fato de um estar numa guerra contra a balança não tinha como deixar de reparar que não fazia sentido.
Exercícios, corrida, natação, calorias contadas e do nada um Cheetos?

Caiu a ficha: a Ansiedade voltou.. e de graça. 

Tô vendo uma série (que com certeza tem um criador ansioso também) chamada "Entrelinhas Pontilhadas". Estou vendo o ultimo episódio hoje. Daqui a pouco pra ser mais exato. 

"iANn tá me dizendo que bateu vontade de Cheetos porque uma série tá acabando?"

Pior que isso:

A ansiedade veio de graça. E abrindo um Cheetos me senti rebelde, contraditório, poderoso, dono de mim. Me deu prazer, como se meu desejo estivesse acima das regras. Foi quase uma punheta. Babaca isso não? Mas foi isso..

Tudo ia bem até quase o final do Cheetos, quando resolvo abrir o app da Netflix e vi que o próximo episódio é o último. 

Me senti mal pelo cheetos. Me senti triste pelo fim da série. Me senti gordo e me senti ansioso a ponto de querer outro prazer.

Fumar tem sido uma rotina diária da qual não me orgulho, mas me dá prazer. Pior que agora cigarros e exercícios são prazeres básicos diários, então preciso de mais prazer. Um Cheetos, um álcool, uma viagem, um gasto fútil, uma festa, um porno novo..

Foda. Só me veio em mente um chá natural pra limpar o organismo e reduzir ansiedade que minha nutri receitou. 

Vou fazer amanhã.. Estou agora no chá de cidreira e com a cabeça caçando mentalmente prazer. Bizarro. 

25 maio, 2022

-\ A saga do unfollow

 Ressuscitar o blog postando algo aqui pareceu algo mais divertido em minha mente, mas ok. 


Se comecei vamos terminar:


Na pausa da faculdade ( voltou ao presencial e estou em minha cidade natal) entre o intervalo da prova teórica da habilitação e aula prática, estou consumindo um monte de coisa online como series, docs e alguns vídeos inteligentes discutindo guerra híbrida e cultural. Partindo daí, iniciei uma saga nova: A saga do unfollow (To chamando assim..)


Tipo, foda-se seguidores, stories perfis de piadas e memes. Tô aos poucos limpando tudo e tentando entrar na prática do postar menos. Não que eu seja um Tok toker influencer, mas foda-se! Quero menos ainda.

Quero um Instagram no máximo como um álbum de fotos! Quem sabe voltar a desabafar por aqui na paz da semi privacidade online de blogs que não são famosos (e nem querem ser).

Engraçado que nesse movimento reparei o quanto de conteúdo que eu não quero seguir e nem sigo, aparecem pra mim . Caralho, estamos sendo bombardeados de merda e quem sabe nosso cérebro figurativamente está encolhendo.

Tá errado. Na real, tá tudo errado e acho que a saga do unfollow vai ser positiva pra mim.

Tenho um monte de merda que tô pensando, que assisti, que senti, que pode acontecer.. mas não. Por ora não vou falar nada não.


Tô aqui ouvindo Milagrosamente Blink 182 e sentindo que era tudo mais simples e mais fácil. Não tem nada que impede de eu fazer com que seja assim de novo dentro daquilo que, claro, eu tenha controle.

Voltar ao blog hoje foi assim, num sentimento de saudade, na vontade de reconstruir minha relação com a internet e quem sabe voltar a criar. É um tempo investido diferente e acho que se rolar de fato, vai ser legal.




-| Considerações da Minha Árvore Genealógica

Vamos do começo? Acho que antes de contar qualquer história, é importante algumas informações, para evitar confusões de quem lê e também par...