16 julho, 2026

- Josefa Rodrigues Andrade

 


Mais fácil do que escrever mil palavras, talvez seja começar com essa imagem ao lado para mapear onde está a Vovó Zefa (como é chamada na família) e minha árvore genealógica. 

Vem eu < Nascido de meu pai < Nascido de minha avó amélia < Nascida  de minha bisavó Julieta < nascida de minha Tataravó Josefa Rodrigues: Vovó Zefa.


A Zefa morreu em 1989 em Campo Grande, MS, com 115 anos, por isso tenho que o nascimento foi em 1871 aproximadamente. Seu local de nascimento ainda é misterioso, mas talvez eu tenha novidades até o começo de agosto/26. Por ora, sabemos que viveu sua infância no estado do Rio Grande do Sul e mais tarde veio para o que antes era chamado de Mato Grosso, ja casada com Nascimento de Andrade. 

A família lembra de ambos muito bonitos, cheirosos, assim como a sua filha, Julieta. Banho logo de manhã com direito a Cashmere Bouquet ou Leite de Rosas. A Zefa pitava cigarros e adorava usar pó de arroz, mesmo ainda cedo. Para dormir a Zefa usava minancora para manter sempre um bom cheiro. Ambos eram muito bonitos. O nascimento muito gentil, alto e adorava fumar fumo de corda.

Ambos eram benzedeiros.

Estes são os fatos. O que tenho a seguir são dois depoimentos orais, coletados pelo meu padrinho e historiador José Alexandre (Nenê) e pela minha tia paterna Rose Rodrigues (Rani). Ainda vou ouvir mais relatos de outros parentes próximos a Zefa para tentar consolidar essa história, até porque preciso disso muito bem definido para a partir daí, conseguir devolver algo que nas duas versões dos relatos, fica no escuro: Seu nascimento e origem. 


2025 - Relato do Historiador Nenê: 

A Zefa é filha de escrava e fruto de um estupro de seu Senhor. Nasceu antes da lei Áurea mas já dentro da Lei do Ventre Livre (se assim for, nasceu entre maio e dezembro de 1871). Rejeitada por ser filha de escrava e bastarda, sofreu da família do fazendeiro diversas tentativas de assassinato, dentre elas sendo acorrentada numa tentativa de afogá-la. Apesar disso, conseguiu sobreviver e mais tarde casou-se com Nascimento Andrade. Apesar de homem de posses, teve alguns comportamentos indevidos: Deu em cima de uma mulher comprometida. Descoberto e jurado de morte, fugiu com a Zefa  do Rio Grande do Sul, deixando suas terras para trás. Para garantir o sucesso da fuga, viajaram durante dois anos pelo Paraguai, até chegar no que na época era o Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul). Não há relatos aqui da cidade de origem, mas considerando a rota, infiro que moravam mais próximos da divisa do estado do Rio Grande do sul com argentina do que de outras regiões que permitissem a subida pelo litoral Gaúcho. 


07/2026 - Relato de Minha Tia Rani:

Conta a vó Julieta que Nascimento e Zefa eram irmãos adotivos, sendo o nascimento um índio branco alto e a Zefá uma india cabocla/morena. Ambos foram adotados por uma família gaúcha muito rica de sobrenome Trindade, na cidade de Porto Alegre/RS. Inclusive minha tia Rani afirma ter documentos que comprovam essa história retirados em um cartório próximo da Araras com o sobrenome correto deles (Praça das Araras, por isso infiro o Cartório 9º Ofício Zamperlini - Serviço Notarial e Registral). 

Para casarem, a Vó Zefa mudou de nome (pelo que ela lembra. A validar pela documentação). Eles fugiram do Rio Grande do Sul justamente por terem se apaixonado. Chegaram através da cidade de Ponta Porã, onde foi feita a mudança de nome.


Como estamos?

16/07/26 - Próximos passos: Com a documentação que minha tia irá me passar, consigo entender seus nomes de registro, para associar corretamente a árvore e filtrar a busca. Antes me concentrei na região de São Borja. Talvez em agosto, meu foco vire Porto Alegre. 

14 julho, 2026

-| Considerações da Minha Árvore Genealógica

Vamos do começo? Acho que antes de contar qualquer história, é importante algumas informações, para evitar confusões de quem lê e também para combinarmos a brincadeira certinho.

Está é minha base da árvore genealógica. Alias, hoje ela está gigante em alguns pontos e minuscula em alguns outros 'galhos':




Parte Materna:


Mãe de Minha Vó

Em algum momento entro nas histórias, mas resumidamente, a mãe de minha vó veio de uma família rica, de nome e de história. Para terem ideia neste 'galho' da árvore sou descendente e parente na mesma árvore que Juscelino Kubitschek, Hebe Camargo, muitos reis e rainhas europeus e logicamente muitos indios e portugueses que construiram o Brasil. Na história mais recente, políticos e grupos que ajudaram a fundar Campo Grande/MS. Em resumo: Não vejo graça.

São nomes e pessoas que por terem dinheiro e prestígio, tem registros históricos espalhados a rodo e muitas outras pessoas pavimentaram minha jornada de construção coletando e somando estes dados em sistemas de pesquisa. Então em algum momento vou sim, abrir e fuçar estes galhos para contar essas histórias. Elas também fazem quem sou, mesmo eu acreditando que fazem este trabalho em menor grau. Este são os Fonseca.

Pai da Minha Vó:

Aqui é um dos lugares onde estou preso no momento. Não vou discorrer agora, mas mesmo travado, este trecho tem desmistificado muito sobre o que me contaram na infância (diziam sermos descendentes de alemães.. a verdade é que mais provavel sermos descendentes de espanhoís). Mas enfim, estou no norte do Uruguai nos galhos de pesquisa, então volto com certeza para falar do lado Rangel.

Meu avô:

ELe por si só é muito mistério. Vou falar dele e talvez não muito, porque acredito ser necessário dar um pulo em Diamantina/MG para desvendar coisas sobre ele e seus pais. Mas quando assunto for Domingos , é daqui que estou falando. 


Parte Paterna:


Mãe do Meu Pai:

Certamente estou com hiperfoco aqui. Vale dizer que tenho Rodrigues tanto na parte paterna quanto materna do meu pai, mas quando o assunto é minha Vó Rodrigues, estou de algo muito complexo, que pode envolver escravos, indios, fuga.. É sobre um Rodrigues que talvez nem seja Rodrigues. Tenho muito interesse em devolver a honra dela e de sua origem que ainda não é clara. Não quero que ela fique na minha história como 'a escrava' ou como origem desconhecida.

Pai de Meu Pai:

Aqui também são Rodrigues, mas vindos do interior de São Paulo até os galhos que cheguei, na cidade de Amparo. Militares e acredito que agricultores. Sem muito mistério, mas também sem muita profundidade, este lado não me estigou a buscar por mais, então acredito que destes Rodrigues, ouvirão menos.. Posso estar errado.. vai que aparece algo interessante no futuro. 


---- Voltando..: 

Me estiga tirar do escuro essas pessoas que viveram tanto. Algumas sofreram, outras luturam, participaram de guerras e tiveram vidas modificadas por escolhas que muitas vezes nem eram suas.  Posso no caminho me apaixonar  por outros personagens reais que me fizeram como sou hoje, mas desde já quero homenagear essa busca há alguns nomes que também me construiram:


Nene (José - Meu padrinho). Historiador, começou uma busca por informações da família antes mesmo de mim. E tem me trago histórias incríveis. Ele está na minha árvore, mas não cheguei a conecta-lo ainda. Mas está no meu coração por ajudar nessa busca;

Lucio Martins Ferreira, que não ira aparecer na árvore por ser meu pai de criação, mas é o meu pai;

e Josefa Rodrigues, minha tataravó -  o primeiro nome do qual pretendo falar individualmente.


Os posts serão unicos. Então vou atualizando eles conforme for conseguindo informações novas. Haverá então por exemplo, apenas um post da Josefa Rodrigues, que vou alimentando com o tempo. Vou tentar adicionar algum sinal de data ou 'update' para ter uma linha histórica do que consegui e quando consegui.


Por último e não menos importante, vale reforçar algo que em algum momento já escrevi neste blog: Sou um homem gay, talvez o final de um fractal familiar... mas vou ser aquele que nesta gigante internet, deu vida aos seus ancestrais numa busca mágina e incessante para contar suas histórias. 




13 julho, 2026

-| Rodrigues

 

Tenho me debrussado com força para estudar minha árvore genealógica. Comecei este processo há anos, mas nos últimos meses tem se intensificado e tem me tomado a cabeça. 

Talvez como fruto disso e já beirando os 38 anos, decidi chamar meu pai biológico para ação: Não sou filho de chocadeiro, por isso o convidei para registrar sua paternidade em minha certidão de nascimento. Chega de "Não consta" em nome de pai. Por falta de um pai, tive dois: Meu Pai Lucio Martins de criação e meu pai biológico. 

Enfim, 09/07/26 entre 15h e 17h marca um registro histórico na minha vida! O momento em que passo a também ter o sobrenome Rodrigues. 

Acredito que voltarei embreve para falar de personagens que estou conhecendo através da minha árvore genealógica. Antepassados que tem me inspirado e me ajuda a construir quem sou. 

Nasce a TAG: Nome e Sobrenome aqui no blog, que se tudo der certo, vou tirar a poeira com novos posts! (Tomara que a vida de adulto não me impeça)

No Family Search vou ser só o ID GL91-PT5. As histórias que este código está me fazendo aprender, vão estar aqui. 

13 maio, 2025

-| ADRIFT

 Este post, diferente dos últimos e poucos posts que tenho feito, saiu de um Iann ferido por si mesmo. Naufrago de si mesmo, tentando achar palavras para verbalizar o que está sentindo e não consegue entender. É como sentir um gosto amargo na ponta da lingua sem saber do que é.. não conseguir explicar.

Tentei descrever algumas vezes para amigos e conhecidos como eu sendo uma 'máquina de lavar'.. Intacta por fora, mas por dentro um mix continuo e incontrolavel de coisas acontecendo simultaneamente. Esse post talvez seja como o barulho dessa máquina. Para alguns chatos e repetitivos, para outros viciante como quem fica preso na repetição de idas e vindas que a máquina faz até um barulho novo de despejo de água ou centrifugação.

Mas enfim, estou numa crise de meia idade? Ansiedade por desemprego, contas, desentendimento consigo mesmo, descoberta de TDAH, avesso a sentimentos, insonia, pesadelos, sonhos vividos, viagens de despedidas que viram jornadas espirituais, atividades de faculdade e cursos que como qualquer outra quando chega no final não consigo terminar?

Tudo isso junto? 

Sem respostas.. Eu não sei nem descrever o que está me pegando.. Pensei esses dias em retomar o blog no intuito de que alguém de uma geração futura da minha família ou amigos conseguissem saber quem eu fui sem o viés dos então pais e avós que me descreveram.  Mas não vai ser hoje. 

Estou bem bagunçado das ideias e dos sentimentos para começar a construir algo assim.. Acho que de certa forma esse é o prefácio do que está vindo. Isso! É importante que seja lá qual IA ou pessoa esteja lendo, entenda que no meio desse caos (descrição que me deram e assumi) podem não sair as palavras corretas, mas são as minhas palavras. Que as vezes serão contraditórias, mas farão sentido em algum momento.

Com auxilio dessa mesma inteligência artificial que um dia há de me julgar pela aleatoriedade que dificilmente ela processa, me resumi por aqui há 10 anos atrás:

Em 2015, o autor era alguém sensível, autêntico, em busca de autoconhecimento, com olhar critico sobre si e o mundo e disposto a enfrentar as próprias emoções para crescer pessoalmente. 

Gentil né? Achei gentil comigo mesmo. E mais, 10 anos aqui na frente.. Crescer pessoalmente pra quem? Pra que? Isso é clichê.. 'balela'. As pessoas mais evoluidas cresceram para dentro.. cresceram de alma! E não falo de religião, mas de compreensão sobre si no mundo. Cheguei a isso? Será que o que falei lá através é sobre 'crescer profissionalmente'? As profissionalmente bem sucedidas 'cresceram profissionalmente'.. Então IA errou ou realmente não era sobre isso.

Estou cansado dessa sensação de ter uma tigre (sim, femea, como me dito na Ayuhasca) adormecida dentro de mim que nada faz. É um peso, quase como peso morto. Uma vantagem pelo menos para o fato de estar desempregado: Consigo parar e olhar para meu CAOS. 

Eu me olho no olho e não sei se choro ou grito

Eu olho o mundo e não sei se me acho ou se me olho

Eu olho tudo e nada vem, nada fica

Eu olho em mim e não entendo

Eu olho o que não entendo e me perco


Visitar o passado vai ser interessante. Uma frase antiga que guardei de 2010 e reapareceu agora fazendo muito sentido:

Eu trouxe ordem a partir do caos.
Arthur Conan Doyle

31 dezembro, 2024

-/ Feliz Iann novo

Faz uns dias que estou ensaiando esse post. Aconteceu muita coisa em 2024, mas o gatilho do post era meu retorno a São Paulo. Acá estou novamente, no meu apartamento. 

Queria falar mais coisas, mas acho que não é um bom momento.. não sei se por ser réveillon e eu estar numa balada ou se porque não estou tão aberto assim a falar de tudo que aconteceu e em partes, segue acontecendo.

Feliz ano novo Iann! Esse Iann que começou este blog não existe mais.

Mas tem um Iann interessante aqui escrevendo de novo, pronto pra honrar seu nome e quebrar algumas das suas regras.

29 maio, 2022

_/ Medo

Eu tenho medo da morte em mim. De algum modo já enfrentei essa fase e ela não me aterroriza mais. Ao contrário, me estimula a viver mais e intensamente.

Agora quando o assunto é perder minha mãe.. o buraco é mais embaixo com certeza.
Nós dois juntos é misto de amor e guerra. Temos opiniões opostas e comportamentos muitas das vezes opostos também. Ela grita e eu quero silêncio. Ela quer carne e eu frango, eu quero rua e ela casa.. e por aí vai.

O foda e vê-la envelhecer. Isso está me atormentando em níveis extratosfericos já que eu não tenho como reverter. O que me resta e me preocupar com a alimentação dela, se ela ocupa a cabeça e faz exercícios.. mas quem disse que consigo convencê-la? Quem disse que quando tem uma oportunidade perfeita eu consigo fazer ela passear ou se exercitar melhor? Não consigo.

E eu sou ansioso.. essas coisas se misturam com minha ansiedade e criam um monstro que me engole de raiva pela falta de controle.. Raiva de mim mesmo 


Eu preciso melhorar isso em mim, pq isso só me faz estourar com ela. E não raiva dela, é amor por ela. Mas ansiosos de plantão me entenderão. Não existe controle sobre isso. 

Mãe, se eu morrer primeiro, te amo. Te amo pra sempre. 

26 maio, 2022

-| Pleasure

Abri um pacote gigante de Cheetos Requeijão e devorei.

Sim, é quinta-feira.
Sim, são 21h30
Sim já tinha jantado.

Considerando o fato de um estar numa guerra contra a balança não tinha como deixar de reparar que não fazia sentido.
Exercícios, corrida, natação, calorias contadas e do nada um Cheetos?

Caiu a ficha: a Ansiedade voltou.. e de graça. 

Tô vendo uma série (que com certeza tem um criador ansioso também) chamada "Entrelinhas Pontilhadas". Estou vendo o ultimo episódio hoje. Daqui a pouco pra ser mais exato. 

"iANn tá me dizendo que bateu vontade de Cheetos porque uma série tá acabando?"

Pior que isso:

A ansiedade veio de graça. E abrindo um Cheetos me senti rebelde, contraditório, poderoso, dono de mim. Me deu prazer, como se meu desejo estivesse acima das regras. Foi quase uma punheta. Babaca isso não? Mas foi isso..

Tudo ia bem até quase o final do Cheetos, quando resolvo abrir o app da Netflix e vi que o próximo episódio é o último. 

Me senti mal pelo cheetos. Me senti triste pelo fim da série. Me senti gordo e me senti ansioso a ponto de querer outro prazer.

Fumar tem sido uma rotina diária da qual não me orgulho, mas me dá prazer. Pior que agora cigarros e exercícios são prazeres básicos diários, então preciso de mais prazer. Um Cheetos, um álcool, uma viagem, um gasto fútil, uma festa, um porno novo..

Foda. Só me veio em mente um chá natural pra limpar o organismo e reduzir ansiedade que minha nutri receitou. 

Vou fazer amanhã.. Estou agora no chá de cidreira e com a cabeça caçando mentalmente prazer. Bizarro. 

- Josefa Rodrigues Andrade

  Mais fácil do que escrever mil palavras, talvez seja começar com essa imagem ao lado para mapear onde está a Vovó Zefa (como é chamada na ...